A Qlik não tem medido esforços para manter o Qlik Sense alinhado com as últimas tendências e tecnologias mais avançadas, e o mesmo se aplica a tornar a ferramenta acessível a deficientes físicos.

Atualmente os apps nativos do Qlik Sense oferecem suporte para o leitor de tela JAWS e o browser Internet Explorer 11, mas é através do uso de mashups que podemos aliar o poder do Qlik Sense aos padrões de desenvolvimento de aplicações web acessíveis, tornando a experiência de uso muito melhor para pessoas com deficiência, especialmente as pessoas que necessitam dos leitores de tela ou que não podem usar o mouse.

Usar linguagem web, embedando gráficos ou mesmo customizando-os, permite projetar interfaces compatíveis com leitores de telas gratuitos para desktop, como NVDA, ou na palma da mão através dos leitores de tela nativos de smartphones Android e iOS.

Experiência customizada ao usar mashups

Em um mashup temos muito mais liberdade para criar uma aplicação que se adeque com as necessidades específicas de cada grupo de usuários. Seja criando um menu de filtros personalizado ou adicionando propriedades e atributos acessíveis dinamicamente, o foco de um mashup acessível é criar um layout intuitivo e com uma navegação fluida, tanto pelo mouse quanto pelo teclado. 

Limitações do QVF (Qlik Sense nativo) e como o uso de mashups resolve essas limitações

Quando se desenvolve uma aplicação web pensando em leitores de tela, uma coisa importante é fazer com que o usuário sempre esteja ciente do que está acontecendo e onde está o foco na tela.

Na aplicação nativa a navegação funciona aparentemente bem, porém, usando o NVDA, ao focar um objeto do tipo tabela, por exemplo, não é dado um retorno para o usuário sobre qual objeto está sendo focado, uma vez que o seu título não é lido. Isso é algo que pode ser resolvido em um mashup, com o uso do atributo HTML aria-label

Através de mashup podemos, por exemplo, ajudar o usuário a navegar com informações, controlar o foco nos elementos da tela, alterar textos e legendas de elementos com base nas ações executadas pelo usuário, criar componentes de funcionalidades do QVF que sejam previsíveis e tenham um uso simples e natural.

4 dicas rápidas de como fazer um mashup acessível

1 – Ajude o usuário a navegar 

Um bom exemplo é criar um botão “avance para o conteúdo principal” no topo da página, que fique escondido mas se torne visível quando receba o foco do teclado.

2 Deixe o usuário ciente do que está acontecendo

Se você tiver uma tela de loading ou tela de erro, lembre-se de adicionar foco para algum texto que informe ao usuário que a aplicação está carregando ou que algum erro ocorreu. Exemplo:

3 – Lembre-se sempre de testar seu mashup em outras plataformas

Às vezes algumas soluções que servem para tornar a aplicação mais acessível funcionam ligeiramente diferente em plataformas diferentes. Por isso é importante sempre verificar se estamos tendo o comportamento esperado em todas as plataformas. Caso contrário será necessária encontrar outra maneira de alcançar o objetivo esperado.

4 – Menos é mais

Livre-se de absolutamente tudo o que seu usuário não for usar na interface. Por exemplo, a barra de edição do app nativo, onde os usuário podem editar e criar seus gráficos e sheets, e tantos outros elementos que acabamos incluindo na interface e que acabarão por tornar a experiência desgastante em áreas com pouca ou nenhum importância.