Blog

Dicas sobre Design e Visualização de dados para QlikView

8 dicas para deixar seus dashboards eficientes

Antes de tudo, é importante deixar claro que o que muitos chamam de “Dashboard” na verdade são painéis de Análise exploratória. São conceitos diferentes e portanto têm abordagem visual distintas.

De forma geral, um dashboard é o equivalente à “Capa” de um portal de notícias. A Capa deve conter as informações mais importantes de todo o site, num nível de detalhamento mínimo, mas suficiente para que o usuário “passe os olhos” e tenha noção do que está acontecendo naquele momento. Se algo chamar a atenção, ele pode detalhar a informação, clicando e acessando uma página com o conteúdo completo.

Segundo Stephen Few,

A dashboard is a visual display of the most important information needed to achieve one or more objectives; consolidated and arranged on a single screen so the information can be monitored at a glance.

Few faz questão de apontar a grande confusão que se faz, há alguns anos, entre dashboard e outras interfaces de análises de dados:

The greatest clarification that is needed today is a distinction between dashboards, which are used for monitoring what’s going on, and displays that combine several charts on a screen for the purpose of analysis. 

Isto posto, listamos abaixo alguns pontos fundamentais para deixar seus dashboards mais eficientes. E se você quiser saber um pouco mais sobre a metodologia DAR (Dashboard, Analysis, Report), aproveite e leia este post.

  • Inclua contexto aos indicadores

    Imagine o “total vendido no mês” como um indicador numérico no dashboard.

    “R$  2,4 Milhões”

    Isso é bom ou ruim? Comparado com o mês anterior é pior ou melhor? E comparado com o mesmo período do ano anterior? Este valor atinge a meta de vendas proposta para o período?

    É fundamental fornecer contexto aos dados, possibilitando que os usuários façam comparações e tirem conclusões mais rapidamente.

  • Não detalhe demais

    Se o objetivo dos dashboards é transmitir as informações mais importantes para a tomada de decisão de forma mais rápida possível, qual é o sentido de incluir tabelas com valores detalhados?
    Seguindo o nosso exemplo, se minha empresa fatura na casa dos milhões, por que colocar a casa dos centavos no dashboard? Isso tem relevância para estar na nossa “capa”?

  • Respeite o limite da tela

    Enquanto, eventualmente, nossas telas de análise ou de relatórios podem apresentar rolagem vertical (embora não seja recomendável), o dashboard precisa “caber” na tela dos usuários finais, sem que os objetos estejam ocultos por botões ou por rolagem.

  • Equilibre indicadores numéricos e gráficos

    Indicadores numéricos podem ser usados em dashboards, como citado acima, desde que apresentado com contexto. Dê preferência em posicionar os indicadores numéricos, em tamanho maior, na parte superior da área de dados, deixando gráficos e mostradores logo abaixo. Mas tome cuidado, pois usar muitos indicadores numéricos tornará a leitura do dashboard lenta (nosso cérebro processa a leitura, mesmo que os números não sejam falados em voz alta), por isso dê preferência aos mostradores e gráficos, usando texto apenas para os indicadores mais importantes. 

  • Construa “de trás para frente”

    Você pode, mas vai levar bem mais tempo se começar a construir sua aplicação a partir do dashboard.
    Deixe essa tela por último, pois, fazendo as telas de análise primeiro, já terá os cálculos dos indicadores prontos além do padrão visual e tipos de gráficos definidos. Se deixar o dashboard para o fim, seu trabalho será basicamente de “cortar” informações detalhadas que não fazem sentido para o dashboard, o que é bem mais fácil do que criar gráficos “do zero”. 

  • Velocímetros, só em caso de morte

    Mesmo que os usuários adorem velocímetros, tente evitar o uso deles no dashboard. Prefira estilos de “gauges” horizontais: eles passam exatamente a mesma informação e ocupam menos espaço em tela. Geralmente, no espaço onde se exibe apenas um velocímetro, cabem de 2 a 3 mostradores horizontais.

  • Destaque apenas anomalias negativas

    Imagine que você tem 15 indicadores no seu dashboard, onde 12 deles têm desempenho dentro do esperado (positivo) e apenas 3 têm desempenho ruim (negativo). Um recurso visual interessante seria usar o “semáforo” como indicador visual que reforce essa performance: verde para bom e vermelho para ruim. No fim, sua tela estará cheia de pontos verdes e vermelhos, e seus olhos não saberão onde olhar (qual informação é mais importante e precisa ser investigada primeiro?)

    Por isso, destaque visualmente apenas os indicadores que apresentem desempenho ruim, já que os usuários de negócio precisarão dar atenção primeiro a estes, e não nos que estão indo bem. 

  • Mostre o que está acontecendo agora

    Não faça do seu dashboard um painel de análise histórica. Deixe esta tarefa para as telas “internas” da aplicação, as de “análise”. Prefira exibir informações que ajudem os usuários a entenderem a fotografia dos dados naquele momento. É isso o que mais importa. Deixe o trabalho “investigativo” para as telas internas.